A possível valorização do real é um grande risco para o desempenho da agricultura brasileira

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A possível valorização do real é um grande risco para o desempenho da agricultura brasileira

Câmbio é fator determinante para competitividade do Brasil na exportação de grãos em 2016, e a valorização do real impacta diretamente no desempenho esperado.

Para que o Brasil se consolide como maior exportador de soja e segundo maior de milho em 2016, é preciso prestar atenção ao câmbio. No ano passado, o real mais fraco ante o dólar garantiu competitividade aos produtos agrícolas do País e as exportações do complexo soja saltaram 17% e as de milho, 40% em volume. Também beneficiam a comercialização os recentes aportes logísticos, especialmente no Norte e Nordeste, com mais alternativas de escoamento para a produção do Centro-Oeste e a região do Mapitoba, formada por Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia.

O CEO da Consultoria Céleres (Uberlândia/MG), Anderson Galvão, diz que a valorização do real seria um grande risco para o desempenho da agricultura brasileira em 2016. Como o agricultor brasileiro semeou a safra 2015/16 em um período de forte desvalorização da moeda nacional, uma mudança brusca no câmbio decorrente de um cenário econômico menos conturbado pode comprometer a rentabilidade do produtor.

“Depois de ter comprado parte dos insumos a uma taxa de câmbio próxima de R$ 4, correremos o risco de vender a produção com dólar a R$ 3,40 ou R$ 3,50”, explica, lembrando eu esta é uma situação muito parecida com a vivida em 2004 e 2005 Para ele, a depender do cenário político, a moeda norte-americana pode se manter acima dos R$ 4, mas uma solução para a crise levaria o dólar de novo ao patamar de R$ 3,50 ou abaixo disso. Bom para a economia, mas ruim para a agricultura.

Para o analista da Informa Economics FNP (São Paulo/SP), Aedson Pereira, os avanços na capacidade de escoamento da produção brasileira se destacam. “Além da desvalorização cambial, a gradativa melhora na estrutura logística, principalmente com o escoamento pelos portos do Arco Norte, que desafogou as estruturas do Sudeste, deve manter o ritmo dos embarques”, afirmou. A participação mais ativa de tradings no mercado brasileiro é outro fator que coloca o Brasil como grande competidor no mercado internacional de grãos em 2016.

Para os analistas, de uma forma geral, a demanda estará mais firme neste ano. A China, principal consumidor mundial de soja em grão, deve importar mais para atender o consumo interno crescente, apesar dos temores de desaceleração que estão influenciando o mercado neste início de ano.

Fonte: Agência Estado.

Paulo Bachtold

Equipe B3 Gestão e Tecnologia

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